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quarta-feira, 28 de julho de 2010

O MÉTODO DA ARGUMENTAÇÃO

Esse método corresponde exatamente ao seu nome. Provém do processo do Dr. Phineas Parkhurst Quimby, do Maine. O Dr. Quinby, pioneiro das curas mentais e espirituais, viveu e exerceu sua profissão em Belfast, no Maine, há cerca de um século. Um livro que você deve ter em sua biblioteca é O Manuscrito Quimby, publicado em 1921 pela Companhia Thomas Y Crowell, da cidade de Nova York, editado por Horatio Dresses. O livro contém relatos jornalísticos dos resultados alcançados por este homem notável no tratamento dos doentes com orações. Quimby repetiu muita das curas milagrosas registradas na Bíblia. Em resumo, o método argumentativo utilizado por Quimby consiste no raciocínio espiritual em que se convence o paciente a si próprio de que a doença se deve a uma crença falsa, a temores sem base e a padrões negativos alojados no subconsciente. Você raciocina com clareza em sua mente e convence o paciente de que a doença ou mal se deve unicamente a um padrão de pensamento destorcido, deturpado, que tomou forma em seu corpo. Essa crença errônea em algum poder externo e causas externas exteriorizou-se como doença e pode ser mudada com a mudança dos padrões de pensamento.
Você explica ao paciente que a base de toda cura é a mudança de “fé. Você também ressalta que o subconsciente criou o corpo e todos os seus órgãos; portanto, sabe como curá-lo, pode curá-lo e o está fazendo enquanto você fala. Você argumenta no tribunal da sua mente que a doença é um aspecto da mente baseado no pensamento-imagem mórbido, impregnado de doença. Você continua a desfilar todas as evidências que pode reunir em nome do poder curador que há dentro de cada um, o qual criou todos os órgãos e que possui um modelo perfeito de cada célula, nervo e tecido. Depois, dá o seu veredicto na corte da sua mente, em seu favor ou no de seu paciente. Você liberta o doente pela fé e compreensão espiritual. Sua evidência mental espiritual é irresistível; havendo apenas uma única mente, o que você sente como verdade ressurgirá na experiência do seu paciente. Esse processo é, em essência, o método da argumentação utilizado pelo Dr. Quimby, do Maine, de 1849 a 1869.




A LEI DA FÉ




Todas as religiões do mundo representam formas de fé e esta se explica de muitas maneiras. A lei da vida é a fé. Em que você acredita a respeito de si próprio, da vida e do universo? Faça se conforme a vossa fé.


A fé é um pensamento em sua mente que faz com que o poder do seu subconsciente se distribua por todos os capítulos da sua vida de acordo com seus hábitos de pensar. Você tem de compreender que a Bíblia não fala de sua fé em algum ritual, cerimônia, forma, instituição, homem ou fórmula. Fala da fé em si mesma. A fé da sua mente é simplesmente o pensamento da sua mente. Pode-se crer, tudo é possível ao que crê. S. MARCOS, 9:23.


É tolice acreditar em algo que possa feri-lo ou prejudicá-lo. Lembre-se: não é a coisa em que se acredita que pode feri-lo ou prejudicá-lo, mas a fé ou pensamento em sua mente, que cria o resultado. Todas as suas experiências, todas as suas ações, todos os acontecimentos e circunstâncias da sua vida são o mero reflexo e reações do seu próprio pensamento.




A terapia da oração é a função sincronizada, harmoniosa e inteligente dos planos conscientes e subconsciente da mente, orientada especificamente para um propósito definido. Você deve saber o que está fazendo ou por que o está fazendo na oração científica ou terapêutica. Confie na lei da cura. A terapia da oração é, algumas vezes, mencionada como tratamento mental e ainda como oração científica.


Na terapia da oração, você escolhe conscientemente uma determinada idéia, imagem mental ou projeto que deseja experimentar. Realize sua capacidade de transmitir a idéia ou imagem mental ao seu subconsciente ao sentir a realidade do estado proposto. Enquanto você permanecer fiel em sua atitude mental, sua oração será respondida. A terapia da oração é uma ação mental definida com um propósito específico definido.


Suponhamos que você decidiu superar uma determinada dificuldade através da terapia da oração. Você está consciente de que o seu problema ou doença, qualquer que seja, deve ser causados por pensamentos negativos carregados de medo e alojados em seu subconsciente. E sabe também que conseguirá a cura se puder arrancar esses pensamentos de sua mente.


Em conseqüência, você se volta para o poder de cura da sua própria mente subconsciente e recorda-se de seu infinito poder e inteligência e de sua capacidade para tudo curar: Enquanto você medita sobre essas verdades, o seu medo começará a desaparecer. A recordação dessas verdades corrige também as crenças errôneas.


Você agradece a cura, que tem certeza de que virá depois se desliga da dificuldade até sentir-se guiado, após um intervalo, a rezar novamente. Enquanto está rezando, recusa-se inteiramente a dar guarida a quaisquer condições negativas ou a admitir por um segundo que seja que a cura; não virá. Essa atitude da mente realiza a união harmoniosa das mentes consciente e subconsciente, a qual liberta o poder de cura.



O que se chama popularmente de cura pela fé não é a fé mencionada na Bíblia, que implica no conhecimento da interação das mentes consciente e subconsciente. O curandeiro pela fé não possui qualquer compreensão científica dos poderes e forças envolvidos na cura. Pode afirmar que possui um dom especial de cura e seus supostos poderes podem trazer resultados se as pessoas doentes acreditarem cegamente nele.


O curandeiro vudu da África do Sul e de outras partes do mundo pode curar por encantamento. Uma pessoa pode ficar curada pelo simples toque em ossos de um santo. Em suma, sempre que o paciente acreditar honestamente no método ou processo utilizado, pode advir à cura.


Qualquer método que o leve do medo e da preocupação para a fé e a esperança pode curá-lo. Há muitas pessoas sustentando que sua teoria é a correta, porque produz resultados. Isto, como já foi explicado neste capítulo, não corresponde à verdade. Para ilustrar como opera a fé cega, vou contar um caso. Certamente está lembrado de que já falamos do médico suíço Franz Anton Mesmer. Em 1776, ele declarou ter realizado muitas curas colocando ímãs artificiais sobre os corpos doentes. Depois, jogou fora os ímãs e evoluiu para a teoria do magnetismo animal. Segundo ele, tratava-se de um fluido que satura todo o universo, mas que é mais ativo no organismo humano.


Afirmava que esse magnetismo passava dele para os pacientes, curando-os. As pessoas afluíam à sua casa e efetuaram-se muitas curas maravilhosas.


Mesmer foi para Paris e lá o Governo designou uma comissão integrada por médicos e membros da Academia de Ciências, da qual fazia parte Benjamin Franklin para investigar as suas curas. O relatório da comissão admitiu os fatos principais sustentados por Mesmer, mas afirmou que não havia provas que confirmassem sua teoria do fluido magnético, atribuindo os efeitos à imaginação dos pacientes.


Pouco depois, Mesmer foi exilado, tendo morrido em 1815. Algum tempo depois, o Dr. Braid, de Manchester, encarregou-se de demonstrar que o fluido magnético nada tinha que ver com as curas realizadas pelo Dr. Mesmer. O Dr. Braid descobriu que os pacientes podiam ser lançados em estado hipnótico por sugestão e durante o tempo em que assim ficassem seria possível produzir muito dos fenômenos atribuídos por Mesmer ao magnetismo.


Você pode prontamente verificar que todas essas curas eram indubitavelmente realizadas pela imaginação ativa dos pacientes aliada a uma poderosa sugestão de saúde feita às suas mentes subconscientes. Tudo isso pode ser classificado de fé cega, já que, naquele tempo, não havia conhecimento de como as curas eram realizadas.




Você com certeza se recordam da asserção, que não precisa ser repetida em detalhes, segundo a qual a mente subjetiva ou subconsciente é suscetível ao controle de sua própria mente consciente ou objetiva e também às sugestões de terceiros. Por conseguinte, qualquer que seja sua crença objetiva, se você adota uma atitude de fé ativa ou passivamente, sua mente subconsciente será controlada pela sugestão e seu desejo será assim realizado.


A fé exigida nas curas mentais é uma fé puramente subjetiva e se alcança com a cessação da oposição ativa da parte da mente objetiva ou consciente.


Na cura do corpo, naturalmente, é conveniente assegurar a fé simultânea das mentes consciente e subconsciente. Contudo, nem sempre é essencial se você entrar num estado de passividade e receptividade pelo relaxamento do corpo e da mente, passando para um estado de sonolência. Nesse estado, sua passividade torna-o receptivo à impressão subjetiva.


Recentemente, um homem me perguntou: "Como foi possível que um pastor conseguisse curar-me? Não acreditei quando ele me disse que não há doença e que a matéria não existe."


Este homem a princípio pensou que sua inteligência estava sendo insultada e protestou contra o absurdo tão evidente. A explicação para o seu caso é simples. Foi aquietado por palavras suaves e recebeu ordem de ficar numa condição inteiramente passiva, sem nada dizer nem pensar durante um momento. O pastor também ficou em estado de passividade, afirmando calma e constantemente, durante cerca de meia hora, que aquele homem alcançaria saúde perfeita, paz, harmonia e perfeição. O homem sentiu um alívio imenso e recuperou a saúde.


É fácil perceber que sua fé subjetiva se tornou manifesta através de sua passividade durante o tratamento e as sugestões de saúde perfeita foram transmitidas à sua mente subconsciente. As duas mentes subjetivas entraram então em contato.


O pastor não foi atrapalhado pelas auto-sugestões antagônicas do paciente, oriundas de sua dúvida objetiva uma cura completa. Radiografias posteriores mostram que os seus pulmões estavam perfeitos.


Queria conhecer seu método e por isso perguntei-lhe por que repetia as palavras momentos antes de cair no sono. E eis sua resposta: "A ação cinética do subconsciente subsiste durante o sono. Por isso é que se deve dar ao subconsciente algo bom com que trabalhar quando se adormece." Foi uma resposta muito sensata. Pensando em harmonia e saúde perfeita, ele nunca mencionou sua dificuldade pelo nome.


Sugiro com toda insistência que você deixe de falar em seus males ou de lhes dar o nome. A única seiva de que eles tiram vida é a sua atenção e o seu temor. Como O psicólogo a que me referi, torne-se um cirurgião mental. As suas dificuldades serão então extirpadas como os galhos secos que se arranca de uma árvore.


Se você fala constantemente de suas doenças e sintomas, impede a ação cinética, que significa a libertação do poder de curar e da energia, de sua mente subconsciente. Além disso, pela lei da sua própria mente, essas imagens tendem a tomar forma, como aquilo que eu mais temia. Ocupe sua mente com as grandes verdades da vida e caminhe para frente à luz do amor.




Um comentário:

Adriana Rangel disse...

Como faço pra baixar em portuguesa